segunda-feira, 1 de julho de 2013

A CRIAÇÃO DO MUNDO - Parte I

 MITOLOGIA IORUBÁ

No início dos tempos havia dois mundos: Orum, espaço sagrado dos orixás, e Aiyê, que seria dos homens, feito apenas de caos e água. Por ordem de Olorum, o deus supremo, o orixá Oduduá veio à Terra trazendo uma cabaça com ingredientes especiais, entre eles a terra escura que jogaria sobre o oceano para garantir morada e sustento aos homens. Na mitologia iorubá o deus supremo é Olorum, chamado também de Olodumare. 


Olorum criou o mundo, todas as águas e terras e todos os filhos das águas e do seio das terras. Criou plantas e animais de todas as cores e tamanhos. Até que ordenou que Oxalá criasse o homem.



Oxalá criou o homem a partir do ferro e depois da madeira, mas ambos eram rígidos demais. Criou o homem de pedra – era muito frio. Tentou a água, mas o ser não tomava forma definida. Tentou o fogo, mas a criatura se consumiu no próprio fogo. Fez um ser de ar que depois de pronto retornou ao que era, apenas ar. Tentou, ainda, o azeite e o vinho sem êxito.




Triste pelas suas tentativas infecundas, Oxalá sentou-se à beira do rio, de onde Nanã emergiu indagando-o sobre a sua preocupação. Oxalá fala sobre o seu insucesso. Nanã mergulha e retorna da profundeza do rio e lhe entrega lama. Mergulha novamente e lhe traz mais lama. 







Oxalá, então, cria o homem e percebe que ele é flexível, capaz de mover os olhos, os braços, as pernas e, então, sopra-lhe a vida.

sábado, 22 de junho de 2013

Pítia


Sacerdotisa de Delfos (1891), de John Collier
Os gregos davam o nome de Pitonisas a todas as mulheres que tinham a profissão de adivinhas, porque o deus da adivinhação, Apolo, era cognominado Pítio, quer por haver matado a serpente píton, quer por ter estabelecido o seu oráculo em Delfos, cidade primitivamente chamada Pito. 
A pítia ou pitonisa propriamente dita era sacerdotisa do oráculo de Delfos. Sentada sobre o trípode ou cadeira alta com três pés, acima do abismo hiante donde brotavam as pretensas exalações proféticas, ela divulgava os seus oráculos uma vez por ano, no começo da primavera.
No começo só houve uma Pítia, mais tarde, quando o oráculo mereceu inteiro crédito, elegeram-se muitas sacerdotisas, que se substituíram umas às outras e podiam sempre dar resposta em um caso importante ou excepcional.
Dafne, a Sibila délfica: afresco de Michelangelo na Capela Sistina
Plutarco e outras fontes assinalam que, durante as sessões normais, a mulher que servia como pitonisa estava em um transe suave. Ela era capaz de sentar-se aprumada no trípode e passar um tempo razoável ali (embora, se a fila de pessoas que pediam conselhos fosse longa, uma segunda e até mesmo uma terceira pitonisa pudessem substituí-la). Ela podia ouvir as questões e respondê-las de forma inteligível. Durante as sessões oraculares, a pitonisa falava com voz alterada e tendia a cantar as respostas, permitindo-se jogos de palavras e trocadilhos. Após a sessão, segundo Plutarco, ela se parecia com um corredor após uma maratona, ou uma dançarina ao final de uma dança extática.
Em uma ocasião, que ou o próprio Plutarco ou um de seus colegas testemunharam, as autoridades do templo forçaram a pitonisa a profetizar em um dia não propício, para agradar os membros de uma importante comitiva. Relutante, ela se dirigiu para o ádito subterrâneo e foi imediatamente tomada por um espírito poderoso e maligno. Neste estado de possessão, em vez de falar ou cantar como fazia, gemeu e gritou, jogou-se ao chão violentamente e precipitou-se em direção às portas, onde desmaiou. Os sacerdotes e as pessoas que a consultavam, assustados, inicialmente fugiram. Mas voltaram mais tarde e a recolheram. Alguns dias depois ela morreu.

A Pítia era escolhida com cuidado pelos sacerdotes de Delfos, que, por seu turno, eram encarregados da interpretação ou redação dos oráculos. Exigia-se que ela tivesse nascido legitimamente, que tivesse sido educada simplesmente e que essa simplicidade transparecesse em seus costumes. Não devia conhecer nem as essências nem tudo quanto o luxo refinado faz imaginar às mulheres. Era de preferência escolhida em uma casa pobre, onde tivesse vivido na mais completa ignorância de todas as coisas. Era bastante que soubesse falar e repetir o que o deus lhe dissesse. 
A ÚNICA REPRESENTAÇÃO da sacerdotisa, ou pitonisa, de Delfos, da época em que o oráculo estava ativo, mostra a câmara de teto baixo e a pitonisa sentada em um trípode. Em uma das mãos ela segura um ramo de louro (a árvore
sagrada de Apolo); na outra ela segura uma taça contendo, provavelmente, água proveniente de uma fonte e que penetrava, borbulhando, na câmara, trazendo consigo gases que levavam a um estado de transe. Esta cena mitológica mostra o rei Egeu de Atenas consultando a primeira pitonisa, Têmis.
A peça foi feita por um oleiro ateniense em torno de 440 a.C
Nem sempre o oráculo era desinteressado. Mais uma vez, por instigação dos seus ministros, e pelo boca de sua sacerdotisa, Apolo cortejou riqueza e poder. Os atenienses, por exemplo, acusaram a Pítia de se haver deixado corromper pelo ouro de Filipe da Macedônia. 
O costume de consultar a Pítia remontava os tempos heróicos da Grécia. Diz-se que foi Femonoe a primeira sacerdotisa do oráculo de Delfos que fez o deus falar em versos hexâmetros, acrescenta-se que ela vivia sob o reinado de Acrício, avô de Perseu.

domingo, 9 de junho de 2013

AGENDA SEMANAL 10 a 16 DE JUNHO DE 2013



SALVE DEUS

DIA 10 DE JUNHO –  SEGUNDA-FEIRA – ABATÁ DAS MISSIONÁRIAS;
DIA 13 DE JUNHO  - QUINTA – FEIRA – RETIRO POVO YURICY;
DIA 14 DE JUNHO – SEXTA – FEIRA – CENTÚRIA, CLASSIFICAÇÃO E RECLASSIFICAÇÃO;
DIA 15 DE JUNHO – SÁBADO – IMANTRAÇÃO NO TEMPLO;
DIA 15 DE JUNHO – SÁBADO – SANDAY DE TRONOS – ÀS 15 HORAS;
DIA 15 DE JUNHO – SÁBADO – ELEVAÇÃO DE ESPADAS;
DIA 16 DE JUNHO – DOMINGO – ABATÁ – ÁS 10 HORAS.
DIA 16 DE JUNHO – DOMINGO – REUNIÃO GERAL NO TEMPLO – ÀS 16 HORAS.

domingo, 19 de maio de 2013

O QUE É KUNDALINI?


Kundalini é a nossa emanação do infinito, a energia do cosmos dentro de cada um de nós. Como nossa energia criativa, ela pode ser imaginada como uma serpente enroscada adormecida na base de nossa coluna. Uma energia adormecida dentro de nós que se desperta, expande nossa consciência. Kundalini é a potencialidade de que todos nós somos capazes.

E quando nós despertamos a nossa Kundalini, nós nos tornamos cônscios de nossas capacidades criativas, de nossa finitude diante do infinito. A kundalini torna possível a nós, seres humanos com identidades finitas, relacionarmos com nossas identidades infinitas. E nós tornamos isto possível quando o nosso sistema glandular é ativado e nosso sistema nervoso forte e estes são combinados para se criar um movimento ou fluxo no flúido espinhal e uma sensitividade nas terminações nervosas. Nestas condições, o cérebro recebe os sinais e os integra.

Como resultado, toda nossa percepção se expande numa tremenda claridade. Percebemos os efeitos e os impactos de uma ação antes dela acontecer. Adquirimos o poder da escolha de agir ou não. A consciência nos dá esta escolha e a escolha nos dá liberdade. Quando conseguimos um fluxo constante da Kundalini, é como se estivéssemos nos despertando de  um longo cochilo, deixamos de viver numa realidade imaginária e nos tornamos compromissados com os nossos propósitos e metas aproveitando muito mais os prazeres da vida.

O nosso sistema foi construído para sustentar o despertar da energia Kundalini, restanos saber se estamos usando-a em toda extensão desta potencialidade. O fluxo da Kundalini é liberado a partir do Chakra do umbigo e sobe até o chakra corôa acima do topo da cabeça; aí a energia começa a descer passando pelos chakras até a base de nossa coluna. Depois de alcançar o chakra raiz, ela volta para o centro do umbigo.

A ascensão da energia é o caminho para a liberação. É chegar à percepção de que a realidade de Deus está dentro de cada um de nós. A ascensão da Kundalini é o desenroscar da consciência Deus, o testemunho da realidade do poder ilimitado que é a essência de nossas almas.

A descida da kundalini é o caminho da manifestação. Os chakras se abrem nesta descida. E assim que os chakras se abrem, a nossa essência é consolidada em nosso carater, nossos dons são integrados em nossos comportamentos e ações. Nossos talentos se tornam uma parte prática em nossas vidas. O que nos referimos como manifestação aqui são as "vibrações"  que é uma tradução aproximada do termo sânscrito Chaitanya. Chaitanya (vibrações) é a força integrada de nosso ser fisiológico, mental, emocional e religioso." Portanto a descida da energia Kundalini simboliza esse despertar de nosso potencial e nos traz a consciência de Deus para todas as nossas atividades cotidianas.

A iluminação, ou auto-realização é conquistada quando o ciclo de ascensão e descida, se completa. Auto-realização é o nosso primeiro encontro com a Realidade. O despertar da Grande Mãe dentro de nós, que a partir de então, irá cuidar de nós, nos dando toda proteção que precisamos. A kundalini nos cura, nos melhora e nos confere todas as bênçãos. Ela varre para fora de nossa realidade todas as nossas preocupações dos níveis mais grotescos.


terça-feira, 23 de abril de 2013

1º DE MAIO - DIA DO DOUTRINADOR

SALVE DEUS! 

O PRIMEIRO PRÍNCIPE MAYA, MESTRE JOÃO GONÇALVES CONVIDA OS PRÍNCIPES MAYAS PARA OS SEGUINTES TRABALHOS:

ALABÁ - DIA 27/04 - SÁBADO, ÀS 17 HORAS. NESTE DIA NÃO TERÁ O TRABALHO DE ESCALADA.
ABATÁ - DIA 28/04 - DOMINGO ÀS 10 HORAS. NESTE DIA TEREMOS A NOSSA REUNIÃO MENSAL DE ESCALA .

CONVIDA TAMBÉM A TODOS PARA A NOSSA CONSAGRAÇÃO DE PRIMEIRO DE MAIO, ONDE NOS REUNIREMOS ÀS 3H DA MANHÃ EM FRENTE AO SOLAR DOS PRÍNCIPES E DAS YURICYS.

domingo, 14 de abril de 2013

CASAMENTO NO DIA 19/04/2013 - SEXTA-FEIRA

Salve Deus!
Convidamos os Príncipes Mayas para o ritual de casamento no dia 19/04, próxima sexta.

A postagem abaixo colocada no blog em 12/07/2008, repostamos para homenagear nossa querida profetisa Tia Teresinha, que ainda está hospitalizada e assim contamos com suas vibrações para seu pronto restabelecimento.

Nós Príncipes Mayas temos posição efetiva neste ritual, conduzimos o Noivo e levamos as Bandejas de Vinho e da Espada. Sempre com muita elegância e sintonia.

Se por ventura algum Príncipe Maya ainda não saiba, nós surgimos efetivamente em um ritual de casamento. Maiores explicações podem ser obtidas como nosso 1º Príncipe Maya Mestre João.
Temos estas fotos dos dois últimos casamentos realizados no templo Mãe (04/07/08 e 11/07/08).

Consagração do Vinho!
Consagrraçãoda Espada!
Na espera da Noiva!

Honra e Guarda!


As Profetisas!

Os casamentos sempre são previamente , marcados e informados no quadro de avisos no Castelo dos Devas. Estão todos convidados a participarem deste ritual maravilhoso.
Criarei um quadro sobre as datas dos casamentos aqui no site ficará do lado direito em vermelho.
Salve Deus!




domingo, 24 de março de 2013

Tikal




Tikal era a maior das cidades maias, situada em Petén, região da atual Guatemala.

Tikal na era clássica

Tikal foi um dos maiores centros populacionais e culturais da civilização maia. Já no Século IV a.C. se iniciava a construção da sua arquitetura monumental mas as estruturas que hoje lá se vêem provêm do período clássico, que ocorreu de 200 d.C. até 850d.C.. Depois desta data nenhum grande monumento foi construído; coincidindo com esta data depósitos que comprovam ocorrência de incêndio em alguns palácios usados pela elite da cidade. Deste período em diante se inicia o gradual declínio de sua população até o seu abandono total por volta do Século X d.C.
O nome " Tikal " quer dizer " Lugar de Vozes " ou " Lugar de Línguas " na língua maia. Entretanto, a designação do nome antigo da cidade mais comum que se extrai dos hieroglifos a designam como Mutal ou Yax Mutal, que significaria " Pacote " ou " Pacote Verde ", e talvez metaforicamente " Primeira Profecia ". Estudiosos estimam que, no seu auge, a cidade tinha uma população entre 100000 e 200000 habitantes.



O sítio



O sítio apresenta centenas de construções antigas significativas, das quais apenas uma fração foi cientificamente escavada em décadas de trabalho de arqueologia. Os edifícios sobreviventes mais proeminentes incluem seis grandes pirâmides de plataformas (ou estágios) que apóiam templos nos seus topos. Elas foram numeradas geograficamente pelos primeiros exploradores, e foram construídas no período mais recente, entre o século VII e o início do século IX .


Rei de Tikal em escultura em madeira no Templo III
Representação de "Yax Nuun Ayin II" ou "Sol Escuro"
O Templo I foi construído ao redor de 695, o Templo III em 810 e o maior deles, o Templo-Pirâmide IV, com cerca de 72 metros de altura, foi construído em 720. O Templo V data de aproximadamente 750 e Templo VI foi erigido em 766.
Esta cidade antiga também tem os restos de palácios reais, além de várias pirâmides menores, palácios, residências, e várias estelas e monumentos de pedra.
Há até mesmo um edifício que parece ter sido destinado a uma prisão, originalmente com barras de madeira nas janelas e portas. E há também vários estádios de jogo de bola ritual maia.
A área residencial de Tikal cobria cerca de 60 km², embora as escavações ainda não tenham chegado a seus limites reais. Um enorme complexo de terraplenagem foi descoberto adjacente a Tikal, com cerca de 6 metros de largura trincheira atrás de uma plataforma, tendo sido mapeados apenas 9 km de sua extensão, que no total pode chegar a perto de 125 km., seguramente.
[editar]Breve história antiga de Tikal

Tikal dominava as terras baixas dos maias, mas estava freqüentemente em guerra. Várias inscrições dão conta de muitas alianças e guerras com outros estados maias vizinhos, dentre os quais Uaxactun, El Caracol, Naranjo e Calakmul.



História Moderna de Tikal

Duas estelas da acrópole norte
Como é freqüente, a memória de ruínas tão enormes quão antigas jamais se perdeu entre os habitantes da região. Algumas publicações começaram a aparecer após o século XVII que atraíram a atenção de John Lloyd Stephens no início do século XIX, cuja obra é tida como o início dos estudos da cultura maia.
Entretanto, devido à distância do local em relação às cidades modernas, nenhuma expedição científica visitou Tikal até1848. Várias outras expedições vieram avançar alguma investigação, mapeamento e fotografia de Tikal no século XIX e início do século XX.
Em 1951 foi construída uma pista para pouso e decolagem de aeroplanos, dando fim à dificuldade de se alcançarem as ruínas por viagem a pé ou lombo de mula, por vários dias, em meio à selva tropical.
De 1956 até 1970 foram feitas as maiores escavações arqueológicas do sítio pela Universidade da Pensilvânia. Em 1979o governo guatemalteco começou um projeto arqueológico que prossegue até os dias de hoje.
As ruínas de Tikal são consideradas Patrimônio da Humanidade e podem ser visitadas pelo público. O sítio foi usado como paisagem de fundo na cena da base dos rebeldes.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Parkshopping de Brasília traz exposição sobre grandes tesouros das Américas


Réplica de três metros do Calendário Maia é uma das atrações. 


Reprodução de uma das peças que estará na exposição a partir desta quinta-feira(10) (Foto: Divulgação)Uma das peças que está na exposição (Foto: Fotoforum/Carol Melo/Divulgação)
 A história da América Ancestral, com apresentação de objetos e obras de artes em ouro e cerâmica, estará em exibição em uma exposição em um shopping de Brasília, até o dia 3 de fevereiro.  Uma das atrações da mostra “Tesouros, mitos e mistérios das Américas”, é uma  réplica de três metros, como a original, do Calendário Maia.
Imagem dourada também faz parte da mostra sobre as Américas em shopping de Brasília (Foto: Divulgação)Peça que faz parte da mostra sobre as Américas
em shopping de Brasília
(Foto: Euroemeka/ Divulgação)
A reprodução de outros monumentos, como as ruínas de San Agustín, na Colômbia, os Moais, da Ilha de Páscoa, no Chile, e a Pirâmide de Chichen Itzá, no México, também fazem parte da exposição. Ao todo, são 120 peças  em sete instalações montadas na praça central do shopping.
Segundo os curadores, o tamanho das construções alcançam até 4,5 metros de altura, como é o caso da Pirâmide de Chichen Itzá. A obra original possui 24 metros.
De acordo com os organizadores, o material foi montado com ajuda de paleontólogos, consultores em efeitos especiais, antropólogos e  designers gráficos. Os visitantes também terão a oportunidade de ver peças como pulseiras, cocares, colares e brincos que eram utilizados como bens comerciais e oferendas para os mortos ou deuses.
Serviço
Mostra "Tesouros, mitos e mistérios das Américas"
Local: Parkshopping - SAI/SO Área 6580
Data: 10 de janeiro a 3 de fevereiro de 2013
Entrada gratuita

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013